quarta-feira, 29 de junho de 2022

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entusiasmos

manhã, tarde, noite

todos insones

todos insanos


e o amor tarda

nos corações onde

nada arde


/impressão digital


e o tão sonhado

o gozo

enfim


e ainda assim

descontentamento

insatisfação

pessoal


rosa ataíde


aderentes

 sonhei nós dois

aderindo

um no outro

entre lençóis

de seda


era como

uma dança,

nosso amor


fluíamos num único

contexto


-corporais-

em nós nada oscilava

e nossas temperaturas

eram iguais


evidentes

uma extensão

de tesão,

corpo e pensamento


éramos asas

sincrônicas

brilhantes


aderentes ao prazer

irrefutáveis

de nossos corpos

galopantes


rosa ataíde

so-letra-me

este corpo 


soletrado.


condensa-se 


primeiro 


na palavra 


s - u - o - r...


e recompõe-se 


em toda poesia que inspira




sua língua 


sobre minha pele 


desliza


para onde se esconde


o ápice de meu 


alfabeto


a letra em ponto


G


este corpo


é um acróstico


com rima onde




C-ortejo você à minha cama


O-rvalhada sirvo-te de ama


R-echeada de quereres 


P-udores e ardoreres


O-sco nu de prazeres.



rosa ataíde



este corpo já se revelou


sonetos


indrisos


hacais


cartas


contos


ensaios


poetrix


este corpo já periciado em prosa 


quer mesmo


é vibrar e arder num dueto!


confesso

 - descoberto -

o tesão

mostra

o lume

da palavra

a

c

a

r

i

c

i

a

Dora


- desperto -

o

i n e b r i a n t e

quando jorra

o gozo em

faces

vermelhas

descaradas

confessoras


rosa ataíde


Banhados pelo luar


entreabertas as pernas, aquece o falo. Paco, teso e rijo... dispara um grunhido. a lua  testemunha a cópula. gravetos ressecados se partem  fazendo uma sinfonia provocadora. pós o regalo Paco desce a face até a vulva esfolada... numa chupada provocadora causando um gozo na moça que treme e geme.

a lua ornou
nossa noite de prazer
iluminada

sua boca
beijou minha úmida
fenda ...quente

suspirei, gemi...
foi prazer que recebi,
ao sentir você

o luar banhou 
nosso coito fogoso,
parecíamos solares

(nós que iluminávamos a lua)

rosa ataíde

zelo


dedico a pele
toda carícia
toda saliva
ardores e delícias

inda que orgia
seja

dedico a pele
pálpebras a piscar
óleos essenciais ylang ylang
seios ofegantes e rijos

dedico a pele
o arrepio
fluídos
e toda sensação
que possa causar
as curvas e desvios

dedico a ti, esta pele
o desejo que proporciono
...a liberdade de viver cada cio

rosa ataíde

contemplação

 

vestida de minha mudez
prostrei-me ao seu corpo cálido
em  noite ávida de nós

a água corre aquecida
entre nossos corpos  trêmulos e sôfregos
inebriando o luar

...respiramos o prazer revelado

pós coito virginal

rosa ataíde

Punção


este lábio carnaúba
me devora
como se alimento fosse

carne viva

punção nas veias
aflita por sangrar
a seu deleite
minha essência

e quando vazia
estanque o corte
e cubra o que sobrar

rosa ataíde

certezas


por todo corpo noite...
arte cega
casta

este corpo
em disparate
galga
todo corpo
num vértice
ilusório
de um pensar.
ruminante

decoro
em que recobra
cada corpo
ponderando
o leito
ao aliar
a vontade
destes 
corpos
vestidos
um do outro

vestígios
nesta insólita
noite de
vigores
e certezas!

rosa ataíde

doído


atenta ao desejo
que se fez evidente

de certo
não recusaria
minha boca úmida quente 
que no pesar da tolice
o suga insistente

visto que
entre as bocas tolas
há um – ai –
demente:

ai, ai, ai

até onde ceder 
entra, mete 
enfia com força
mas não minto
depois de arder

cu-ra

rosa ataíde

embate


a verga
que entre as pernas
se ergue
fascinada

a tez
que se gaba
pelo prazer
de todos
o maior
o mais cobiçado

o regalo
no entra e sai
do corpo
num pequeno espaço
úmido encanto
escavado

rosa ataíde